O nosso coração está na Venezuela. 💔
A notícia dos fortes sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram a Venezuela deixa-nos a todos sem chão. Mas além dos edifícios que caíram e da terra que tremeu, o que realmente nos quebra o coração é a dor humana que se faz sentir em cada relato. A nossa profunda empatia e solidariedade vai para a enorme comunidade portuguesa na Venezuela. Muitos dos nossos compatriotas viveram momentos de puro terror nas ruas, viram os seus negócios e lares afetados, e enfrentam agora o medo constante das réplicas. Pensamos em vocês a cada segundo. E o nosso abraço mais apertado vai para os venezuelanos que vivem aqui em Portugal. Sabemos a angústia desesperante que é estar a milhares de quilómetros de distância, a tentar fazer chamadas que não ligam, a atualizar as notícias minuto a minuto e a rezar por notícias de familiares que continuam desaparecidos ou incontactáveis. Essa distância física torna a dor ainda mais pesada. A Venezuela é um país que já sofreu tanto, mas cujo povo tem uma força e uma resiliência inigualáveis. Portugal e a Venezuela partilham laços de sangue e de história. Neste momento de profunda tristeza e luto, não há fronteiras: somos uma só comunidade unida pela dor e pela esperança.Estamos convosco em pensamento e em oração.
Força, Venezuela. Estamos aqui. 🇵🇹🤝🇻🇪
Centro Social Luso-Venezolano celebra 41 anos com dia de protocolo, cultura e movimento
A efeméride reforçou os laços comunitários e a união entre as culturas portuguesa e venezuelana em Santa Maria da Feira.
O Centro Social Luso-Venezolano, sediado em Nogueira da Regedoura, assinalou o seu 41.º Aniversário com um programa festivo multifacetado. As celebrações dividiram-se entre a solenidade institucional do período da manhã e a vibrante envolvência popular que marcou a tarde e a noite da instituição.
O dia começou com uma cerimónia protocolar que sublinhou a importância social, cultural e desportiva da associação no concelho de Santa Maria da Feira. O momento solene reuniu a Direção do Centro Social Luso-Venezolano, os concessionários do restaurante e do café da instituição, e parceiros locais. A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira fez-se representar pelo Vereador Dr. Vítor Marques, que destacou as associações como o "alicerce principal da cultura e desenvolvimento de uma terra". O autarca acrescentou que os 41 anos de história transformaram a instituição numa "referência local, regional e nacional", sendo "muito mais do que um edifício: uma casa de identidade, memórias e tradições". Também o presidente da Junta de Freguesia de Nogueira da Regedoura, Fernando Ferreira de Sousa, marcou presença, enaltecendo a sinergia e a cooperação associativa que fortalecem a freguesia.
Durante o ato, foram referidos os desafios de manter uma associação desta envergadura, o orgulho na sua capacidade de renovação anual e os projetos futuros. Após os agradecimentos formais aos apoios concedidos pela Câmara e pela Junta de Freguesia, o presidente da Direção, Victor Santos, encerrou os discursos focando-se no futuro: “Com muitas aspirações e sonhos se continua a traçar o caminho dos sócios fundadores, tornando esta, a cada dia, uma casa de bem receber”. A dinâmica empresarial e o apoio local estiveram em evidência ao longo de todo o dia, através das parcerias com o Restaurante Luso-Venezolano e o Café Snack-Bar Kttleya, além da presença de marcas da comunidade venezuelana, como a Nathy's Cake, Céu Azul e Guaro Tropical.
O período da tarde trouxe grande dinamismo e adesão popular ao recinto da associação. O programa arrancou em tom energético com uma mega-aula de Zumba, orientada pela instrutora Vânia Monteiro, representante do ginásio Impacto, que contagiou e pôs a mexer os participantes de todas as idades, ao som de músicas latinas e quentes aqueceu o caminho para a tarde. A ligação afetiva às raízes sul-americanas fez-se sentir logo de seguida, com a vibrante atuação do grupo de alunos do Centro Social Luso-Venezolano, liderados pelo professor José António, sendo interpretados diversos temas bem conhecidos da música tradicional venezuelana, criando um ambiente alegre que pôs a plateia presente a cantarolar em uníssono.
Os participantes puderam ainda deliciar-se com iguarias icónicas da cultura venezuelana, como as famosas Cachapas, as empanadas dos mais diversos recheios e os divinais Tequeños, perfeitamente acompanhados por uma sumptuosa chicha ou até refrescante Papellon, com a oferta de produtos típicos venezolanos como desde Platanitos, Cheese Tris, Cocosetes a cervejas Polar e Frescolitas que fizeram as delícias de todos os presentes.
A festividade estendeu-se até ao final do dia, transitando para um ambiente descontraído de convívio e celebração. Com direito a bolo e fogos de artificio, o encerramento oficial da noite ficou a cargo de Daniel Costa animador convidado, que assegurou a animação musical na pista de dança e fechou as comemorações dos 41 anos da instituição em clima de total festa e união comunitária. LF